segunda-feira, 19 de outubro de 2009

OS AMIGOS





São de grande serventia.
Servem para várias circunstâncias, a primeira de todas para se dizer que se têm.
Há os amigos falsos e os falsos amigos.
Há os amigos verdadeiros e aqueles que se acham que o são.
Há amigos em que se pode confiar e outros que nem por isso.
Há amigos a quem se pode pedir dinheiro (para mim são estes os únicos verdadeiros) , por duas ordens de razão: uma, porque é necessário ter muita confiança para o fazer e outra ,porque precisam de acreditar em nós par nos emprestar.
Há amigos coloridos e há também aqueles que nos dão estatuto dizer que os temos.
Há amigos e amigos.
Há-os para todas as ocasiões e só para quando nos apetece e dá jeito.
Há aqueles de quem nos servimos e há os que se servem de nós.
A palavra amigo dá para tudo e fica bem em qualquer lado, porque será?
Chama-se amigo ao conhecido, ao colega, eu sei lá!...
Há amizades lindas, é verdade. São aquelas que resistem ao tempo e que são indiferentes à moda, aquelas que se parecem com as dos cães pelos seus donos, FIÉIS.
Será que cada um tem os amigos que pode? Ou que merece?

terça-feira, 29 de setembro de 2009

CAVACO NO SEU MELHOR



O que mais nos irá acontecer?
Merecemos este Presidente da República? Claro, até votamos nele!
O Cavaco fez lembrar um marido acabado de chegar a casa depois do seu clube perder.
Aquele homem com mau carácter que bate na mulher e se estiver o cão por perto, bate também no cão e no gato se o houver.
O clube dele perdeu. Ele meteu golo na própria baliza e agora a culpa é toda do árbitro e já agora da outra equipa também porque até estava no campo.

Também me fez lembrar as crianças em pequenas, ainda na creche, algumas acusam as outras da asneira que elas próprias cometeram, para que os educadores e/ou os pais não os castiguem a eles, mas aos companheiros.
Faz-me lembrar tanta coisa que nem vale a pena denunciar, mas fundamentalmente o que me faz mesmo lembrar é o Sr. Cavaco Silva - um homem vingativo, cheio de tabús, demagógico, omissor da verdade e mau carácter.

terça-feira, 2 de junho de 2009

QUE CONFUSÃO!




Quase 10% da população activa está desempregada. Os que não estão desempregados têm medo de falar e aceitam tudo. A maioria tem empregos precários, mal remunerados e que não dão qualquer tipo de segurança.

Uns viram-se para os videntes, outros morrem de pé.

Assistimos nestes tempos de crise, à excepção das campanhas eleitorais e dos ordenados chorudos dos deputados (todos dizem que estão em crise, mesmo que até estejam a viver bem com ela) a interesseirices várias.

Os candidatos às eleições europeias estão sempre metidos em feiras e romarias e vão ter com as pessoas mais improváveis. Vi o Miguel Portas que só é de esquerda para não ser de direita como irmão e, se distinguir do mano, franzir o sobrolho com o que uma mulher num desses ajuntamentos dizia, em pleno desacordo com tais alarvices e logo a seguir, pespegar-lhe dois beijos na face. Este senhor e o seu partido também acharam que não sendo um partido de poder não lhes ficaria mal aconselharem os PSDs descontentes a votar neles, já agora não é?!

Nem os palhaços no circo fazem melhor.

Por exemplo, no PSD, o jovem Rangel esforça-se por levantar o partido, nem que para isso engula sapos.
O que se lembrou de fazer? Marcar uma entrevista com o antigo chefe, o Dr. Menezes.
O que é bom mesmo, é dar-se bem com os chefes todos, não vá o diabo tecê-las! Até lhe disse: "olhe que eu votei em si 3 vezes". O rapaz é esforçado, anda quase sozinho lá na campanhazita.

Os depositantes/accionistas do banco privado português, BPP é que não vão em campanhas , mas aproveitam o ambiente circense.
Vestiram umas camisolas com uns slogans, fazem manifestações, colam cartazes, entam nas sedes (só que aqui de bancos). E até dizem que podem ir até à greve de fome. As estratégias e tácticas são as mesmas de qualquer partido, embora esses, só se tivessem militado no MIRN e esse era silencioso. Parecem militantes partidários.

Engraçado, liguei o corrector e não conhece o banco BPP. Corrector inteligente!

Outros, apenas se preocupam com a imagem e, em vez de ir à bruxa, vão ao ginásio. Querem gostar deles e o que os outros vejam neles seja agradável. Ao menos estes, fazem com que um negócio prospere - o dos ginásios.

Todos dizem a mesma coisa, copiam-se, digitalizam-se. Não há quem fale o que vê, a verdade. Parece tudo esquizofrènico.

Os jornais gastam 30/40 páginas de tinta a descrever as voltas e reviravoltas que os cavalheiros dão na cama antes de começar a dormir.

O Sr. Oliveira e Costa que um dia quis ser banqueiro, e que não está sozinho há muitos a pensarem o mesmo, achou giro para epitáfio, que não viria a enriquecer ninguém como "banqueiro", mas a ele próprio e à família.

Quando é inquirido sobre o que se passou para ter acontecido um buraco de 25oo milhões de euros na instituição que dirigia, responde que Deus lhe poupou a maldade, portanto que ignorava o que isso era e então mudava de conversa e falava de aviões (doutra maneira dito, dizia que não podia falar porque a matéria estava em segredo de" justiça". Afinal sempre há segredo da justiça!

Então, os senhores inquiridores que oferecem chã e sandes, aliás , os disfarçados acomodados, gente caiada de branco e azul, alguns com vazinhos à porta, talvez de sardinheiras (sabe-se lá), fazem crer que eram muito humanos porque até não mataram.

Começo a achar que há só pessoas boazinhas e bem cheirosas.
Não fazem mal a ninguém, os pedófilos coitados, são umas vítimas puras de rapazes malvados e perversos que só querem dinheiro e umas festazitas.

Os autarcas são tão bons, tão bons que apenas existem para enriquecer uns tantos empreiteiros, engenheiros e mestres de obras que caso contrário, seriam uns pobres diabos. E claro, fazer com que o clube da terra mexa.
Mas há ainda mentes malévolas a insistir que eles são corruptos e que favorecem a corrupção é mesmo só por ignorância. Não se vê logo que só têm feito bem à terra!

NÃO HÁ NINGUÉM A FAZER O ACTO DE CONTRICÇÃO; A REFLECTIR; A ENCONTRAR AS CAUSAS PARA AS COISAS.

Toda a gente atribui a responsabilidade a outrém.
Devem dormir todos que nem anjos.

Nem os delinquentes e criminosos que estão nas cadeias são assim. Esses precisam de medicamentos para dormir porque sabem que cometeram crimes.

Estes senhores, políticos, banqueiros, empresários, todos os poderosos que vão para o golfe ou só ver, desejam mostrar a sua própria competência e confundir a ignorância do outro.

Há ainda os adormecidos (80 ou 90%). É um concerto muito pesado! Nem se lhes ouve a respiração.

Já não se sabe onde fica o campo dos infiéis.

A doutrina não existe. Odeiam a doutrina, a ideologia, a jurisprudência. Consideram isso palavrões obscenos.

OS POBRES AUMENTAM EXPONENCIALMENTE.

E todos nós continuamos a caminhar como que por cima de alfinetes.

Não se vislumbra qualquer luz ao fundo do túnel.

NÃO INTERESSAM OS FACTOS, APENAS OS ROMANCES DE CAVALARIA CONTAM.

Ah! E não esquecer os tributos que temos de dar aos cavaleiros, levam-nos tudo.

domingo, 31 de maio de 2009

ILUSÃO DE ÓPTICA





Porque será que me parece que o povo anda todo contente?

Festas e mais festas.

Foguetes e mais foguetes.

Muitos carros, para cima e e para baixo.

Muitos cartazes. Muitas almoçaradas e jantaradas.

Quem nos visita deve achar mesmo que este país de sol tórrido e povo contentinho, sempre em festas e romarias, sejam elas dedicadas aos santos, ao futebol ou aos partidos, é um povo feliz.

Há sempre uma algazarra difusa.
Como há muito céu azul e muito mar, um mar grande, se calhar andamos em cima do céu e não debaixo dele ou, talvez quem sabe, continuemos na infância.

É bom estar na infância, o país todo na infância.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

OLIVEIRA E COSTA OU A VINGANÇA SERVE-SE FRIA


UMA PERSONALIDADE

Homem que continua apesar de tudo a considerar ser o melhor entre todos os outros que considerava bons.
Refere que já leu 60 livros na cela da cadeia (PJ). De certeza uma grande parte são de psicologia.
Chama aos colaboradores mais próximos casos psicopatológicos.
Está convencido que por ser bom, lhe "fizeram a cama".
Embora repita, com veemência que não deseja mal a ninguém, é a única coisa que deseja.
Reeinvindica-se de trabalhador e competente, o que em certa medida não devia ser mentira.
Ontem teve o seu momento de glória depois de tantos meses de cela.
Conseguiu rir, inclusivamente. Foram momentos de felicidade dramática.
Revelou-se centralizador e ditador por não considerar nenhum dos seus colaboradores tão bom como ele, daí os ter que supervisionar. Óbviamente que a esta supervisão ele não lhe chama os dois adjectivos que eu mencionei acima.
De certa maneira, a sua personalidade utiliza traços lunáticos.
Pelo que assisti do relato na Comissão de Inquérito na A.R., fiquei convencida que se se tratasse duma pessoa mais nova, quando saísse da cadeia, iria reiincidir, porque ele julga que com a sua forma de trabalhar pode, de certa forma, "desenvolver o país", como ele próprio diz e se convence.

Referiu várias vezes a sua doença (cancro de próstata intervencionado em 1998), por certo para preparar terreno para a sua saída.

Oliveira e Costa foi-se desembrulhando ao longo das cerca de 5 horas de exposição e perguntas a que foi sujeito. Primeiro, meio encolhido, depois mais à vontade e ainda com uma enorme capacidade de resistência, física e psicológica.

Tentou demonstrar-nos que estava rodeado de gente ambiciosa, no caso do Sr. Dr. Dias Loureiro e de pelo menos mais 6/7 pessoas. Quanto ao Sr. Dr. Dias Loureiro abordou-lhe a personalidade e carácter com um misto de violência e prazer. Disse que em certas ocasiões, este se fez passar por presidente do próprio banco, bem como que quando entrou, a sua ambição era tão grande que contava vir a ser presidente daí a seis meses.

Oliveira e Costa usa de embófia. Ele é o homem importante, os outros são os empregados. E os importantes só falam com os importantes.
Não admite o cometimento de erros.
Os erros são os outros que os cometem.
Se todos fossem inteligentes como ele e tivessem a sua visão, nada disto tinha acontecido.

Trata-se, óbviamente dum homem sem escrúpulos como tantos milhões de outros, aliás será conceito a que ele não dará qualquer tipo de crédito.
Os valores e princípios destes seres desembocam na cloaca.
A ambição destas pessoas não conhece amigos, sistemas políticos ou qualquer outra coisa,é AMBIÇÃO e ambição é fome de comer o semelhante.

É um homem mediterrâneo, logo com requinte.
O primeiro dos requintes é a sua postura. Cara fechada, de homem determinado que se pode confundir com ar de pessoa séria.
Possui uma força irresístível de amor próprio, de auto-estima.
Considera-se um ser superior e perpicaz, com doses de paciência e pragmatismo, capazes de lhe valerem em qualquer momento.

A língua entaramelava-se ontem, mas não podemos esquecer o episódio que referiu da intervenção que efectuou à próstata, no estrangeiro, e que não contou a ninguém.
Trata-se , efectivamente, dum homem duro, com o aconchego da sua própria intimidade, na qual poucos penetram.
Homem com contas antigas a ajustar. Homem de acção.

Neste momento, utiliza o poder que tem, o de poder acusar muitos que lavaram as mãos como Pilatos e se há figura histórica com quem o Dr. Oliveira e Costa não simpatiza é Pilatos.

Não perdoa.
É orgulhoso e meticuloso.
Reage "à la longue". Cerebral. Racional.
As suas impressões pessoais são as que contam.
Não sendo leal não admite deslealdades, porque gosta de ser bajulado.

Encontra-se desiludido com as pessoas, mas com "grano salis", já que também nunca nelas confiou em demasia.
Convém-lhe dizer o que pensa e fazer o número de vítima para futuro julgamento, mas escusa-se a falar do principal, das"off-shores" e banco insular.

Sabia que se encontrava num saco de gatos e que não possuía amigos, por isso também não tinha o controlo sobre tudo.

Não há muito homens destes, felizmente. Mas, à nossa dimensão este senhor é o nosso Henry Kissinger.

Tal como ele é teimoso.
Tal como ele, custa-lhe a admitir a realidade, mesmo que esta seja uma evidência.
Da mesma forma só a sua análise é que conta, desconfiando de todas as outras, mesmo que por vezes faça de conta que está a levar a sério outras opiniões que não a sua.
Voluntarista.
Algo supersticioso.
Tal como Kissinger, priveligiava as mensagens orais às escritas.
E acima de tudo e o que mais os assemelha, é que para ambos, só as suas próprias posições são para manter.

Não me admiraria que este homem que tanto ambicionou e ainda ambiciona, embora de outra forma, um dia termine louco.

Entretanto continua a ler e estou convencida que se tivesse lido sempre com esta frequência, não teria tido tempo de tantas maldades, de prejudicar o povo português em tantos milhões.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

DRAMAZINHOS OCIDENTAIS




Neste momento há gente a morrer em guerras.
Há pessoas e muitas e muitas crianças em campos de concentração privados de tudo.
Há irmãos nossos, gente, a sofrer em "hospitais" improvisados sem qualquer tipo de assistência.

Como pensarão estas pessoas?
Se calhar apenas pensam que têm fome ou dor, porque todos os restantes pensamentos não lhes ocorrem.
As pessoas com a barriga vazia não devem pensar a não ser em comida.
Se calhar rezam porque é a única coisa que os aconchega, mas ao mesmo tempo pensam em matar que também pode produzir o mesmo efeito.
Perdem os desejos?

A música, a arte, tudo aquilo em que precisamos de reclinar um pouco a cabeça, está posto de parte.

Nós, ocidentais, clamamos e reclamamos de abundância.
Clamamos de desespero.
As imagens que nos chegam desses mundos martirizados e distantes é, pelo contrário, de silêncio e espera.
Vê-se mulheres, no Afeganistão, sentadas, silenciosas à espera de comida das organizações internacionais.
A Humanidade nessas paragens é conceito por descobrir. A vida para estas pessoas é muito pesada. Vêem morrer filhos à fome e à doença. Maridos, pais e amigos à bala, à catanada, de qualquer maneira, quando não são mesmo enterrados vivos.

E nós ocidentais, confrontamo-nos com vida a menos, i. é. com uma redução imensa de vida disponível, através das quedas do consumo, de saúde, às vezes por comida a mais, por questões de ordem subjectiva na maioria das vezes.
As nossas vidinhas vão sempre mal, mesmo quando vão bem, dizemos vão mais ou menos.
Vamos para os ginásios para emagrecer e adelgaçar (este é um negócio em franca expansão).

Em contrapartida, é a expansão do cultivo da heroína que os afegãos reclamam, como fonte de rendimento.
Sentimo-nos inquietos pela perda dos nossos direitos mas nem pensamos nos direitos que esses lá tão longe, desconhecem.

Continuamos todos cegos de pulverização de luz.
Liquidamos os deuses e semideuses de todos os nossos sonhos - Justiça, Pão, Paz e Habitação para todos.
Anestesiamo-nos de luzes, de catedrais de consumo, de telenovelas, noticiários, shows redondos, quadrados e em círculo, para cobrir com nevoeiros cerrados o que se passa lá.
As notícias são-nos dadas e nós só agarramos a que nos convêm e as que menos nos fazem sofrer.
É normal.
O que é obsceno é pensarmos que somos os mais desgraçados, por estar desempregados, viúvos, órfãos, doentes ou mesmo e tão só tristes.

E os outros? Sim, os outros?
Os que vivem ou sobrevivem lá longe, que se calhar ainda têm esperança que um dia as coisas melhorem.
Os que não sabem o que é a liberdade, que não sabem o que é o direito à saúde?
Para esta gente, se calhar nada importa muito. Pouco ou nada importa E quanto menos importa, menos importa.
Nunca é sufientemente importante porque coisas piores tinham acontecido e por certo vão acontecer.

Para nós, ocidentais, também começa a pensar-se assim, em alguns círculos.
Veja-se só, aqueles que vivem nos sistemas de canalização de algumas cidades, muitas cidades por este ocidente fora.
Já se conhecia o caso de Nova Iorque, mas há também os sem abrigo doutras cidades ocidentais, como o caso de Katwice (Polónia), 800 pessoas vivem nestes esgotos. Vivem no Inferno.

Vivem a 15 metros abaixo do solo e mesmo assim lhe chamam" casas".
Convivem com os ratos a quem adoptam e com toda a insalubridade e putrefacção.
Sobrevivem nestas condutas para não morrerem congelados.

Aqui na cidade do Porto, já vi os sem abrigo, saírem das grutas da Av. Gustavo Eifel, junto ao Rio
Douro. Saírem dos BURACOS que lá existem.

PORTANTO NA NOSSA CIDADE TAMBÉM OS HÁ.

Quem se importa com isso?
Meia dúzia de voluntários para pacificarem as suas almas e poderem dormir descansados.

Claro, é o álcool, são as drogas, as doenças mentais as responsáveis.

Mas quem os exclue?

NÃO SOMOS TODOS NÓS?

Mas há quem se queira auto-excluir. Claro!

MAS TAMBÉM HÁ MUITOS MAIS QUE QUEREM SE AUTORES DA EXCLUSÃO.

CASAMENTOS




As pessoas casam-se de qualquer maneira. Solteiras, amancebadas, com filhos. É só escolher a modalidade.
A Igreja Católica aceita qualquer uma.

O casamento é uma representação.
Os noivos representam que vão ser fiéis um ao outro para toda a vida. Os pais de uns e de outros representam que têm dinheiro para pagar aquilo tudo. Os convidados representam que aquele acontecimento é o mais importante a que assistiram.

As pessoas cumprem rituais.
Para agradarem aos pais? A si próprios? À sociedade?
Não acredito que esta receita dê resultado, aliás como se vê.
As pessoas não querem possuir a ideia angustiosa da exclusão.
E o poder dos sonhos é um facto!

Estes casamentos são efectivamente, pacotes de mau gosto.

As pessoas vão vestidas de qualquer maneira. Com o vestuário que levam todos os dias para o seu local de trabalho (falta de dinheiro ou banalização do acto?) ou então copiam o modelo da "figura pública" ou publicada que viram na última revista barata a que tiveram acesso.
Dançam como se estivessem na discoteca ou em casa sem ninguém as observar. Comem como se estivessem na tasca.

Ainda me surpreendo, embora não seja surpresa para mim o tema agora abordado.
De qualquer forma continuo a fazer-me perguntas com estes frémitos humanos.
Sinto-me, quando sou convidada para estes ambientes, a escorregar para o simples, com a realidade a olhar-me.

A Igreja é uma confusão. Aproveitam uma missa de domingo e metem um casamento no meio, uma missa de sétimo dia ,lembretes sobra pessoas que falecerem e que devem ser recordadas ,acontecimentos que se vão realizar daqui a dias, etc.

As famílias de classe média que dividem o casamento dos filhos em duas partes( a 1ª na Igreja e a 2ª na quinta dos eventos) e depois ficam a pagar ao banco, desde vestidos, sapatos e cabeleireiros, até às entradas e música de baile.

Por um dia querem ser capa de revista, mulheres que costumam andar de chinelos e que acabam por calçar sapatos de cinderela. Não sabem rir, não sabem andar, não sabem estar na mesa ou em qualquer lugar, mas sentem-se muito à vontade com a ingenuidade e a descontracção dos simples.

Enquanto nos casamentos das filhas(os) dos políticos ou empresários ou banqueiros feitos à pressa, são convidados os homens acompanhados de esposas ou amantes que acarretam mais valia para os negócios dos pais dos noivos, nestes casamentos de classe média os convidados são os conhecidos e amigos.

Mas a intenção não se pense ser tão ingénua assim, porque também se contam espingardas. Aqui, são os envelopes recebidos que se analisam,no sentido de saber o que pagam. Dá para umas férias às Caraíbas em promoção ou para a um pacote a destinos exóticos para mais tarde se colocar à consideração da inveja dos amigos, em níveis aceitáveis.

Há que não esquecer as fotografias para mostrar aos amigos e conhecidos como tudo aquilo esteve paramentado. Dessa tarefa encarregam-se os pais, normalmente.

Costumam ainda vocalizar muito: "Então o serviço está bom, gostaste?"

Portanto, trata-se de prestígios diferentes, mas igualmente e sempre, de" prestígios".

A fantochada acabou e a partir daqui começa a correr o tempo para o divórcio.

Tudo o que não foi relatado e for diferente, trata-se de pura excepção à regra, que como é óbvio,só a vem confirmar.


SÃO TÃO LINDOS E COMOVENTES OS CASAMENTOS EM PORTUGAL!

sexta-feira, 22 de maio de 2009

YouTube - Manuela Moura Guedes Vs Marinho Pinto (o melhor)

YouTube - Manuela Moura Guedes Vs Marinho Pinto (o melhor)

YouTube - Banco de Deus

YouTube - Banco de Deus

COISAS BOAS




Hoje fui a um museu de arte sacra, por sinal.
Quem me guiou na visita foi um jovem licenciado em História e a especializar-se nesta área
Fiquei encantada.
Os jovens quando são bons, são bons mesmo.
Com um entusiasmo tal e uma paixão, aliadas a conhecimento que a explicação dada poder-se-ía comparar a uma entusiasmante aula.
Era estagiário, não um qualquer funcionário, não sei se por isso se notava mais a disponibilidade no desempenho da função.
Quando encontro um(a) jovem destes(as), a minha alma rejuvila e de novo começo a ter esperança no futuro.

São poucos, mas são bons. E acreditem que os acho muito melhor dos que os da nossa geração (refiro-me à geração de 70).

terça-feira, 19 de maio de 2009

ACASO?



Aceita que olhe para si?
Deixou-se fitar
Foi feito de acaso esta paixão.

Aquela música
Aqueles trinados que afagam os ouvidos
São mel.
Nasceste tu.
Acaso a música estava a tocar.


Os teus pais disseram: o melhor de tudo é seres engenheiro.
Para que sejas altivo.
A vitória surpreendeu-os.
O olhar reflecte o acaso.


Já tivemos dois engenheiros a (des)governar-nos
A "casa" espera por eles.
À hora exacta eles lá estão.
Debruço-me da janela.
A lua pisca o olho.


As coisas surgem.
Há testamento para saber
A quem pertence o mundo?
Não.


Faltava-nos fé.
E por isso acreditávamos em qualquer coisa.
Em qualquer luta falsa.
Até as pequenas esperanças se tornavam difíceis
De concretizar.

Quanto mais sabíamos das vida dos outros
Tanto menos conhecíamos a nós próprios.
Acostumavamo-nos sem dor às tragédias do mundo contemporâneo.
E ainda éramos capazes de cuidar das nossas flores.
É o acaso.

É o acaso que nos trouxe a este mundo.
É o acaso que nos fez nascer neste país.
Porque ficam estes "chefes" e não outros?
Ou gostam de governar ou se acham diferentes
Foi coisa que nunca soube dizer.


Até que haja suficientes heróis,
Criados em berços de bronze
De coração corajoso.

Entretanto penso por vezes
Que é melhor dormir do que estar assim sem companheiros
Pois para que servem sensíveis em tempos de indigência?

Mas eles são como sacerdotes santos do deus do vinho.
Que em noite santa vagueiam, vagueiam.

POIS NEM SEMPRE PODE SER O ACASO

domingo, 17 de maio de 2009

NÃO PERCEBO ESTA VIDA




Não se pode dizer: é uma tristeza! Senão as pessoas ficam aborrecidas e consideram um sem número de coisas que foram ditas ou insinuadas com essa simples palavra.Não sei porque é preciso haver maçonaria, em especial, nos tempos em que correm.Não percebo porque os médicos se"sujam" por umas viagenzitas a Bora Bora ou a qualquer outro destino do gênero.Não percebo porque acham o Santana Lopes tão interessante.Não percebo porque temos um Ministro da Economia que julga estar na creche e diz a um deputado mais novo que precisa de comer muita papa maizena (a não ser que seja sócio desta empresa).Não percebo porque o PS tem que ter sempre um cão-de-fila para o defender. Presentemente é o Sr. Augusto Santos Silva, anteriormente era o Sr. Jorge Coelho.Não percebo porque os partidos aumentaram as receitas para as campanhas eleitorais? Não percebo porque o Sr. Dias Loureiro se não demite do Conselho de Estado.Não percebo porque a Super BocK continua a fazer mega campanhas de publicidade, em especial em período de festas da queima das fitas, quando o alcoolismo é preocupante nos jovens. Só em dois dias de Queima da Fitas em Coimbra, 86 pessoas entraram em coma alcoólico.Não percebo porque a Drª Manuela Ferreira Leite anda a sacrificar-se tanto. Também não percebo porque o PSD a quis a ela, verificando-se que a senhora não tem competência para a tarefa.Não percebo porque a Banca, EDP, GALP e outras empresas públicas têm lucros indecorosos e continuam a explorar os clientes. A EDP por exemplo, lucrou E2653 milhões no primeiro trimestre de 2009, mais 0,8% que no período homólogo de 2008. O BCP teve lucros na ordem dos 600%.Não percebo porque a Justiça está neste estado.Não entendo como este país está tão endividado (deve-se ao exterior mais de 100% do nosso PIB) e continuamos a endividarmo-nos.Não entendo porque deixaram morrer a minha cidade do Porto.Há quem diga que somos a "terceira via" (coisa à Sr. Blair), porque cruzamos economia de mercado com princípios socialistas, diz o Sr. Steven Pearlstein do "Washington Post".Não percebo como os ministros que se chamam a eles próprios socialistas e sociais -democratas, capitalizam conhecimentos e são depois  colocados em empresas estratégicas  da economia nacional para de novo  recapitalizarem para  o privado, os segredos e conhecimentos que têm na governação.Não entendo porque uma parte do povo se pôe a assaltar bancos, ourivesarias, carros, caixas de muitibanco e não assalta ministros, banqueiros e outros capitalistas que destroem a economia nacional.Não percebo porque somos assim há doze séculos e não aprendemos a ser diferentes, apenas copiamos o que está errado.Não percebo porque há tantos economistas e sempre os mesmos a dar tanta opinião e sempre as mesmas, nos meios de comunicação social. Não compreendo porque o povo se alheia cada vez mais deixando que "ELES" façam tudo o que querem e que depois se arroguem o direito de criticar tudo e todos.Já não sei se é só por falta de instrução, de conhecimento ou também por falta de carácter.Não entendo porque os governos de todo o mundo andam a injectar capital em todos os bancos que copiaram a "D. Branca".Não entendo porque o Sr. António Borges lecciona mestrados sobre a crise financeira, ele que foi um  funcionário superior duma financeira americana que deu o berro. Será que o Sr. vai ensinar nesses cursos que a ganância é típica do capitalismo e que é socialmente transversal? Será que vai ensinar "como se tornar especulador para sair da crise"? Será que sabe falar sobre o comportamento extremo das pessoas? Não percebo a coluna Altos e Baixos do Jornal Expresso (quase sempre os altos deviam estar nos baixos).Não percebo como os "grandes" esmpresários deste país em altura de vacas gordas não se pervinem para as épocas de vacas magras e ainda se continuam a chamar de empresários e de sucesso. Não percebo porque o Sr. Francisco Van Zeller (CIP) fala mais que dez milhões de portugueses juntos e para dizer coisas como esta "que é melhor ter emprego, mesmo ficando com salários reduzidos do que ficar desempregado. Estes senhores são ums malandros. O Sr. Belmiro quando vem a terreiro , vem dizer o mesmo.Estes senhores para quem o 25 de Abril foi uma benção e aque deviam estar muito agradecidos (veja-se o Belmiro de Azevedo que não tinha deixado de ser um quadro superior do Banco Pinto de Magalhães se o santo 25 de Abril não chegasse).Não percebo porque só falamos em inglês quer nas empresas, quer nas carreiras e categorias dos empresários e produtos, quer em tudo.Não percebo a telenovela da Qimonda. Não percebo o papel do Banco de Portugal.Não percebo porque ainda se recorre à Justiça.Não percebo porque todos os corruptos dizem estar inocentes e se acham ainda com direito ao bom nome  (Jardim Gonçalves, Carlos  Monjardino, Teixeira Pinto, João Rendeiro, António Cunha Vaz, etc. etc, etc.Não percebo  isto e muitas  mais coisas e o que interessa isso a alguém a não ser a mim? Ninguém quer saber das nossas dúvidas, porque ninguém nos esclarece.O povo esquece-se, gosta de se esquecer o que ainda é muito pior.Passam o dia a olhar para o dia, enquanto ELES tratam da nossa saúde e das nossas bolsas. A nossa terra é uma terra de envelhecidos precoces. Toda a gente está absorvida na luta interminável de pensar bem deles próprios.Somos estátuas a mover-nos.Não olhamos bem para não vermos o que queríamos ver. O homem é ambicioso e essa ambição não conhece nacionalidades, nem sistemas políticos, é AMBIÇÃO, fome de comer o semelhante.A capacidade de renascer é vitalidade poderosa. O terror vai e vem, como as ondas. Pode ser que daqui a 400 anos os meus vindouros percebam tudo o que eu não entendi. Não dizem que a esperança é a última coisa a morrer?

sexta-feira, 15 de maio de 2009

YouTube - Um poema em Língua Gestual Portuguesa

YouTube - Um poema em Língua Gestual Portuguesa




É bom conhecer o que de importante e bonito se faz neste país.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA OU CASA DE MÁ EDUCAÇÃO





Sempre ouvi dizer que não é bonito falar-se aos gritos, que é falta de educação.
Hoje, porque é 4ª feira, costumo ligar a antena 1 e ouvir o debate quinzenal na A. R..

O que ouço sempre? Gritos, gritos e mais gritos.
O Sr. 1º Ministro é mesmo um arruaceiro. Não tem estaleca para o cargo, julga estar ainda na oposição.
Os deputados julgam que falar verdade é igual a gritar e que não ter medo de dizer o que se pensa é o mesmo que se insultar.
Que exemplo dá esta casa a todos os portugueses? Começando pelas crianças, adolescentes e jovens.
Os deputados da Nação julgam os seus pares autênticos calhaus. Aliás, nem lhes atribuem qualquer grandeza. Podiam verificar que se encontram num sítio que merece respeito, que deviam ter compostura, mas não. Vale tudo.
Ouvindo o que se diz na A.R., nenhum português pode ficar inspirado para coisa nenhuma, a não ser como insultar o próximo.
Temos enormes dificuldades em distinguir uns e outros, porque de facto, neste local ao peixe e à carne não se distingue o paladar.
Estão, segundo a segundo, a enterrar as unhas nos parceiros.
É triste o espectáculo.
Não se discutem ideias, rotulam-se pessoas.. Atira-se à cara tudo aquilo que vem à cabeça. Não há qualquer elevação nem critério.
Todos se encontram absorvidos na luta interminável de pensar bem deles próprios. Não se ouvem uns aos outros. Trituram o real.
Claro que não vivem dramas embora gostem de dramatizar.
Sim, porque o maior drama dum ser humano é ter razão, mas naquele espaço, se há quem tenha meia-razão, já é uma alegria.
Não nos civilizamos nem um pouquinho, ouvindo e lendo o que é feito na A.R.

Fala-se nestes dias do bairro da Bela Vista, em Lisboa. Da pobreza material e espiritual que lá grassa. Devemos, em simultâneo, falar da pobreza de linguagem, de sinceridade, de princípios e de valores na Assembleia da República.

Este deputados não acrescentam nenhuma mais valia à Nação. Não usam de humildade, não nos enriquecem. Só se enriquecem a eles próprios, mas não a nível de novas aprendizagens.
Não influenciam positivamente ninguém e, encontram-se a distâncias lunares das pessoas. Falam delas duma forma abstracta (abstracto é tudo aquilo que se não entende).
Falta-lhes compreensão. Compreensão de compreender. E também compaixão.

Fazem-me lembrar forcados agarrados aos rabos.

Acham-se muito humanos alguns deles, só porque não matam.
Aboletam-se.

Claro que estou consciente que o mundo já não procria, que é difícil espermatibilizar o ambiente.

Mas como penso que estes homens e mulheres apenas sabem perseguir a mosca. A maioria deles desimporta-se com quase tudo, a não ser quem anda com quem, o que se diz deste e daquela outra, que por acaso tem um caso com... e nem investem o dinheiro que auferem (quase a única coisa que lhes importa verdadeiramente) em si próprios, esse investimento seria, isso sim, uma boa obra de fomento.

PALAVRAS E EXPRESSÕES QUE OUVIA NA MINHA INFÂNCIA



A primeira de todas que desapareceu mesmo foi: HONRA, HONRADEZ, TER PALAVRA.
A outra palavra foi CORRECÇÃO. Caíram em desuso completamente.

Muitas outra já se não ouvem como, por exemplo:

doutor da mula ruça; - era uma vez um gato maltês; -estoura vergas; - santinho de pau carunchoso; -cair na esparrela;- tropa fandanga; -um golpe de escacha-pessegueiro; - levado da breca; - à trabuzana; - cavalicoque; - és o cabo dos trabalhos; -ruço de mau pêlo; - ter uma mulher de estalo; - virou a cara à banda; - com a pulga na orelha;- o birbantão;- deita-me o rabo de olho; - a sumir-se de vista; -já andava tudo numa dubadoira; -grande relambório; -arreganhando a tacha; - pôs-lhe a mão no toutiço; - não me moas a paciência; mais liró; - bandulho; - viam-nos na fresca da ribeira; às mancheias; - muito grulhas; - lava-rabos;- não foi boa bisca; - cascos de rolha; -Ceca e Meca; - pito calçudos;-faziam gato-sapato; - e cá ando com a cruz às costas; - perspectiva estrambólica; - estava-se ninando; - novidade de cacaracá; - o busílis;- horripila;- espapaça-se;- com uma perna às costas; -porte-monnais; -aquela seresma; -trapinhos de meia senhora.

E tantas outras. Era bem interessante fazer o nosso museu das palavras, já que os brasileiros já o têm.

YouTube - Columbano

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terça-feira, 12 de maio de 2009

domingo, 10 de maio de 2009

OS CARNEIROS



REDACÇÃO SOBRE OS CARNEIROS

(redigida à semelhança da redacção sobre a vaca que fazíamos na escola primária)





Hoje falo destes animais, mais adiante falarei duns outros, os patos.


Vassalos vários.

A vassalagem nº 1 é dos países , quase todos, em especial a Europa, relativamente aos E. U.

Existe uma escandalosa inépcia por este mundo fora.

Apagam-se de si mesmos.

Às vezes, falam com ares insuportáveis de suficiência.

As falsas verdades percorrem Kms e Kms, quer na comunicação social, quer na A.R., quer nos ministérios, quer nas empresas, quer nas ruas.


Lembram-se do Sr. Colin Powell - esse negro que chegou a empalidecer no Conselho de Segurança da ONU ao mostrar um frasquito de sais de banho, assegurando que era" uma arma iraquiana de destruição maciça"? E da forma como tantos milhões o seguiram, incluindo o Sr. José Manuel Durão Barroso?

Há muito amantes da falsificação de relatos. Esta moda está quase a atingir os tops.


Não sei se é por um prazer especial em esconder-se que os carneiros actuam como tal ou se pelo contrário, é para se exibirem.


Thelonis Monk (artista de jazz) gostava de se esconder quando era criança e fingir-se de cadáver. Lembrei-me deste exemplo de jogar às escondidas, porque os carneiros me parecem sempre escondidos de si próprios.


Não sei se ainda costumam sentir formigueiros, espécie de garantia que ainda levam consigo o corpo. Parece que adormecem na entrada da vida adulta e que se metem numa concha.


Uns vestem a pele de carneiros para praticar a cupidez, fazer fortuna e encontrar a felicidade, outros é por pura modorra, habitam nesse estado, mesmo enfadados.


Que mais posso dizer sobre carneiros?

Gosto deles assados no forno acompanhado de batatinha nova.

sábado, 9 de maio de 2009

PALMEANDO




Interrogo-me porque as pessoas não gostam, na verdade, de bater palmas.
Bater palmas a todos aqueles(as) que merecem e não por circunstância.
Devia ser considerado um bom exercício para o equilíbrio da saúde global.
Toda a gente a bater palmas, logo de manhã, às pessoas que abandonam os lares e enfrentam o trânsito para chegar aos seus locais de trabalho a horas aceitáveis.
Bater palmas às mães e pais que largam os seus filhos, às vezes ainda a dormir, e os armazenam, em creches, escolas, etc, para darem início à sua luta pela sobrevivência.
Aos locutores dos canais de televisão que se levantam de madrugada para irem debitar notícias horríveis nessas empresas de comunicação onde prestam os seus serviços.
Aos homens e mulheres, profissionais nos hospitais que vão conviver com as mais variadas doenças.
Aos polícias que se deslocam para o seu local de trabalho, não sabendo se regressam a casa no final do dia.
A todos aqueles que possuem coração ingénuo e liso, sem desvios nem astúcias.
Aos professores que tentam ensinar meninos nem sempre bem educados.
A todos aqueles que entornam a alma.
Às centenas, senão milhares, de mendigos no nosso país que vão fazer face a mais um dia de sobrevivência.
Aos confidentes que são como presentes do céu.
Aos que ainda conseguem ter ideias fixas para que o mundo possa avançar.
Aos diversos motoristas de todos os transportes públicos que vão enfrentar dias cansativos mas proveitosos para os cidadãos.
A todos os artistas e intelectuais que nos animam e embelezam a vida.
A todos aqueles que pintam de verde os nossos dias, não esquecendo os passarinhos e animais domésticos que nos dão pinceladas nos estados de alma.

MIL VEZES OBRIGADA.

Muitas palmas para todos eles.
Aprendi como amante de teatro, que se devia patear quando se não gostava da peça, mas também bater palmas quando a peça agradava. Por isso palmeo todos os que ainda fazem com que a roda gire e principalmente, os que o fazem com alegria, afagando as nossas existências.

Deixo para depois o acto de patear.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

QUANTO MENOS





Quanto menos se trabalha, menos se quer trabalhar.

Quanto menos se come, menos se quer comer.

Quanto menos se fala, menos se quer falar.

Quanto menos se anda, menos se quer andar. E assim sucessivamente.

A liberdade não é pêra doce. A liberdade é uma guerra.

Somos uns autênticos mistérios, mesmo para nós próprios.

Toda a gente acha que é profeta.

Gente normal surge de vez em quando.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

A NÃO SERENIDADE DA IDADE




Dizem que a idade trás serenidade.
Não é verdade!
E quem tiver alguma coisa a dizer sobre isto, avance e fique calado. Não é assim que se ouvia dizer no princípio do séc. XX?
Estou como o Paulo Celan, judeu, que se encontrava inconformado com o destino de uma humanidade devastada.
Claro que a incerteza é irmã gêmea da condição humana, mas é mais que incerteza, é revolta, aliás, revoltas porque são várias.
Primeiro e se calhar a mais complicada de todas, a que tenho contra mim (a doença).
O estar sempre doente, faz com que se perca pouco a pouco a alegria por um lado e, por outro, a sensação de não estar em sítio nenhum, tornando-me cada vez mais especialista em silêncios; a liberdade sem objectivos; a insatisfação de todo o convívio.
Claro que possuo o bem maior que uma pessoa pode dispôr, senão mesmo o único - TEMPO.
Mas o que acontece é que toda a gente faz tudo para não ter tempo e gosta de não ter tempo. Parece que só assim se acham gente.
Portanto, o tempo e aquilo que ele representa tem que se lhe diga.
Já Ruy Belo na sua Antologia Poética referia "Que ocupação é agora a tua,/Que tens todo o tempo livre à tua frente".
Mas a vida é assim, ou talvez o género humano, como dizia T.S. Eliot: "Vai, vai, vai disse a ave: o género humano não pode suportar muita realidade".
Há uma espécie de encerramento pelo lado de fora.
Eu tenho tempo. Nós, os aposentados/reformados, temos tempo - o bem mais preciososo do mundo, mas nós somos assim, não podemos estar onde estamos e às vezes estamos a trabalhar para que o futuro se transforme em passado antes de ter sido presente.

Em segundo lugar, a revolta que vem do exterior de mim, como seja:

-a questão da crise das vanguardas.
- o confronto com uma realidade quase sempre sub-traída.
- a observação de que regressamos, de novo, a dois mundos inlocalizáveis.
-a vulgaridade que nos invade.
-a desesperança de fazer-se falar e ouvir o que não tem esperança.
-a menoridade do progresso.
- a vida dos jovens adiada.
- a docilidade imoral dos doutrinadores.
- a vida sob o fio da espada.
- viver o tempo em que ninguém se interessa por ninguém.

A "revolução" passou e é difícil encarar o seu cadáver putrefacto. O cheiro a peixe podre, que como se sabe é da cabeça que primeiro o cheiro é emanado.

-os canais da televisão, jornais e rádios, tudo nas mãos dos mesmos, que são máquinas de criar interpretações.
- as muitas histórias ditas verdadeiras que como se sabe, é nestas que cada um mente como lhe convém.
- o vazio de ideias dos políticos, jornalistas e assim sucessivamente.
- os Srs. fala de tudo tão à superfície da pele.
- a saudade do fomos que nunca fomos e do éramos para ser, sem nunca ter sido.
- a constatação de que há muitos cínicos que juram uma coisa e acreditam noutra e tantos que só vivem a ver o que podem roubar para terem dinheiro sem trabalhar muito.
- a visão das máfias emergentes.
- os centros das cidades órfãs de vida.
-a saúde como negócio mercantil.
-os adeptos fanáticos das páginas desportivas e os interesses que estes acarretam.
-os subsídio-dependentes (CAPS, CIPS e quejandos).
- a impontualidade.
- a delinquência política e empresarial.
-as demasiadas pessoas sem nada que fazer ou perder; demasiadas pessoas sem sonhos, sem esperanças. Demasiadas pressões acumuladas.

Há caminhos com muitas lombas, assim acontece com esta vida e com este país.
Há uma terrível desilusão.
Os problemas persistem.
Há coisas insolúveis e intrigantes a mais.
Começam a decapitar-se todas as esperanças e é isso o âmago de toda a revolta.