quarta-feira, 13 de maio de 2009

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA OU CASA DE MÁ EDUCAÇÃO





Sempre ouvi dizer que não é bonito falar-se aos gritos, que é falta de educação.
Hoje, porque é 4ª feira, costumo ligar a antena 1 e ouvir o debate quinzenal na A. R..

O que ouço sempre? Gritos, gritos e mais gritos.
O Sr. 1º Ministro é mesmo um arruaceiro. Não tem estaleca para o cargo, julga estar ainda na oposição.
Os deputados julgam que falar verdade é igual a gritar e que não ter medo de dizer o que se pensa é o mesmo que se insultar.
Que exemplo dá esta casa a todos os portugueses? Começando pelas crianças, adolescentes e jovens.
Os deputados da Nação julgam os seus pares autênticos calhaus. Aliás, nem lhes atribuem qualquer grandeza. Podiam verificar que se encontram num sítio que merece respeito, que deviam ter compostura, mas não. Vale tudo.
Ouvindo o que se diz na A.R., nenhum português pode ficar inspirado para coisa nenhuma, a não ser como insultar o próximo.
Temos enormes dificuldades em distinguir uns e outros, porque de facto, neste local ao peixe e à carne não se distingue o paladar.
Estão, segundo a segundo, a enterrar as unhas nos parceiros.
É triste o espectáculo.
Não se discutem ideias, rotulam-se pessoas.. Atira-se à cara tudo aquilo que vem à cabeça. Não há qualquer elevação nem critério.
Todos se encontram absorvidos na luta interminável de pensar bem deles próprios. Não se ouvem uns aos outros. Trituram o real.
Claro que não vivem dramas embora gostem de dramatizar.
Sim, porque o maior drama dum ser humano é ter razão, mas naquele espaço, se há quem tenha meia-razão, já é uma alegria.
Não nos civilizamos nem um pouquinho, ouvindo e lendo o que é feito na A.R.

Fala-se nestes dias do bairro da Bela Vista, em Lisboa. Da pobreza material e espiritual que lá grassa. Devemos, em simultâneo, falar da pobreza de linguagem, de sinceridade, de princípios e de valores na Assembleia da República.

Este deputados não acrescentam nenhuma mais valia à Nação. Não usam de humildade, não nos enriquecem. Só se enriquecem a eles próprios, mas não a nível de novas aprendizagens.
Não influenciam positivamente ninguém e, encontram-se a distâncias lunares das pessoas. Falam delas duma forma abstracta (abstracto é tudo aquilo que se não entende).
Falta-lhes compreensão. Compreensão de compreender. E também compaixão.

Fazem-me lembrar forcados agarrados aos rabos.

Acham-se muito humanos alguns deles, só porque não matam.
Aboletam-se.

Claro que estou consciente que o mundo já não procria, que é difícil espermatibilizar o ambiente.

Mas como penso que estes homens e mulheres apenas sabem perseguir a mosca. A maioria deles desimporta-se com quase tudo, a não ser quem anda com quem, o que se diz deste e daquela outra, que por acaso tem um caso com... e nem investem o dinheiro que auferem (quase a única coisa que lhes importa verdadeiramente) em si próprios, esse investimento seria, isso sim, uma boa obra de fomento.

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